China aumenta 87% importação de sorgo

Uma boa, aliás, uma ótima notícia para os produtores de sorgo. A China importou 640 mil toneladas de sorgo em abril, um aumento de 87% em relação a 2016. Atualmente, o gigante asiático importa quase todo o volume de sorgo dos EUA.

As importações de sorgo em abril subiram 12,3%, em relação às 570.014 toneladas do mês passado, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas.

Pequim retirou a ação antidumping na semana passada em uma concessão de boa vontade, enquanto os dois lados mantinham conversas para resolver as tensões comerciais. Mas os danos às remessas já foram feitos e os fluxos comerciais foram interrompidos, disseram operadores.

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A China comprou 380 mil toneladas de milho em abril, mais de seis vezes as 60 mil toneladas importadas em março, tendo importado nada em abril de 2017.
(Por Hallie Gu e Dominique Patton) ((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765)) Fonte: REUTERS JRG RS/ Site Último Instante

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Pesquisa mostra potencial do sorgo para produção de bioenergia

O sorgo é uma cultura que tem várias aplicações, sendo muito utilizado na alimentação animal, na forma de grãos ou como silagem. Ampliando as possibilidades de uso do vegetal, estudos mostram que, por meio de programas de melhoramento genético, o sorgo pode ser uma alternativa para a produção de biocombustível.

Nesse contexto, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), em parceria com programa de Mestrado em Agroenergia da Universidade Federal do Tocantins (UFT), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e empresas privadas, desenvolve trabalhos de pesquisa para avaliar o potencial de cultivares de sorgo melhorado, objetivando a produção de energia.

De acordo com o extensionista do Ruraltins, Hélio Sousa, duas cultivares testadas despontam para atender a essa finalidade: o sorgo sacarino, com suas características semelhantes à cana-de-açúcar, com colmos suculentos, altos teores de açúcares fermentescíveis, podendo ser aproveitado tanto o caldo, quanto o bagaço para a produção do etanol, e o sorgo biomassa, com aproveitamento da planta inteira na produção de energia. Planta essa que pode atingir até seis metros de altura.

“Essa produção de energia já é fato, pois as destilarias de álcool colocaram dentro de suas estruturas uma usina de bioeletricidade, que é a produção de energia gerada a partir da queima da biomassa. Então, o sorgo entra nesse mercado, no período de entressafra da cana-de-açúcar, como uma alternativa de matéria-prima para a produção de etanol, pois é uma cultura de ciclo rápido, de 100 a 150 dias, com alta produtividade que varia de 100 a 150 toneladas por hectare, tudo dentro daquilo que o agricultor pode fazer. Além disso, o sorgo pode ser utilizado em substituição a madeira, com queima direta para aquecimento de fornos e caldeiras de empreendimentos como cerâmica, laticínios, frigoríficos e esmagadora de soja”, avalia o extensionista.

Hélio Sousa ressalta que o resultado desse trabalho poderá ser comprovado pelos produtores rurais na unidade experimental, implantada no Centro Agrotecnológico de Palmas, onde ocorrerá, de 8 a 12 de maio, a Agrotins 2018.  “O que vamos mostrar é mais uma alternativa de renda para o produtor, que, em vez de produzir o sorgo somente para a alimentação animal, ou somente para a produção de grãos, agora tem esse viés, como forma de fornecer essa matéria-prima para a queima em outros tipos de empreendimentos”, finaliza. Fonte: Instituto do Desenvolvimento do Estado do Tocantins

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Traders especulam sobre sorgo

Traders estão especulando sobre o destino de uma série de carregamentos de sorgo dos Estados Unidos que já estavam a caminho da China quando Pequim anunciou, no começo desta semana, uma tarifa antidumping de 179% sobre o grão norte-americano. Participantes estimam que entre seis e 20 navios tenham alterado seu rumo em busca de mercados próximos para entregar o produto ou tenham simplesmente retornado.

Embora o comércio norte-americano de sorgo seja pequeno em comparação ao de soja e de outros grãos, é quase totalmente dependente da China. “O problema é que os EUA têm 82% do mercado de exportação de sorgo e a China é responsável por 74% das importações, o que torna esse comércio um jogo de apenas dois países”, diz Michael McDougall, da ED&F Man. “Os chineses sabiam qual mercado atingir para dar um recado claro aos EUA.” Fonte: Dow Jones Newswires

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